Começando pelo básico: conceitos-chave do mundo dos investimentos

homem de camisa jeans, usando uma calculadora cinza ao mesmo tempo que olha o celular, com moedas prata e douradas em sua frente

Entenda renda fixa, renda variável e outros fatores essenciais como risco, rentabilidade e liquidez – e saiba como usá-los a seu favor.

Entrou recentemente no mundo das investidas e ainda está perdido com os termos, índices e siglas da área? Ou mesmo é um investidor experiente, mas ainda tem alguma dúvida quanto a como funcionam investimentos de um certo tipo, ou mesmo a melhor forma de diversificar sua carteira? Em qualquer um dos casos, reunimos para você conceitos essenciais quando se trata de investimentos, confira e entenda o que são risco, rentabilidade e liquidez e a diferença entre investimentos de renda fixa e renda variável:

O que é o risco?

Independente das precauções que podemos e devemos tomar ao investir, toda aplicação está sujeita a risco, seja de prejuízo ou perda. Esse risco varia de aplicação para aplicação e pode levar em conta fatores como a credibilidade da instituição ou do mercado envolvidos, a possibilidade de falhas e fraudes, questões legais, etc. Vale relembrar que dispor de um conhecimento profundo acerca do que se está investindo é uma das principais formas de se precaver e de diminuir o risco por trás de qualquer oferta. 

Pelo motivo que for, na hora de se pensar em um investimento, é imprescindível considerar o risco, bem como outros fatores como rentabilidade e liquidez.

Rentabilidade e liquidez

Outro fator-chave ao falarmos de investimento é a rentabilidade. Muitas vezes confundida com o rendimento, que é o valor dos ganhos obtidos, a rentabilidade diz respeito ao percentual de quanto um investidor obterá com certa aplicação. Por exemplo, um investimento de renda fixa de R$600,00 com rentabilidade de 3% ao ano terá, dentro de um ano, um rendimento de R$18,00. A ideia é simples, mas importante ao se pensar na escolha do tipo de investimento e no tempo de aplicação – no geral, quanto maior o prazo, maior será o retorno: como no exemplo apresentado, após um ano os 3% renderão sobre R$618,00 obtidos, e não sobre o valor inicial. 

Entretanto, nem sempre o tempo pode ser um aliado – muitas vezes um maior prazo significa submeter seu patrimônio a mais riscos, em troca de mais lucros – por exemplo, no caso da poupança, um investimento de renda fixa com baixíssima rentabilidade, o risco da inflação se aproximar ou superar o lucro obtido é sempre presente. 

É importante sempre estar atento e saber o momento certo para reaver o valor investido. O porém é que nem todo investimento dispõe tanta liberdade nesse aspecto – e isso envolve o que chamamos de liquidez. Este conceito diz respeito à capacidade de transformar o patrimônio investido de volta em capital. Aplicações de baixa liquidez apresentam dificuldades ou não possibilitam que o dinheiro investido seja retirado antes do prazo determinado, que pode ser de meses ou mesmo anos, o que pode se tornar uma dificuldade caso você precise de uma reserva para alguma eventual emergência.

Esses três fatores – rentabilidade, liquidez e risco – variam de aplicação para aplicação, mas é importante tê-los na ponta do lápis na hora de planejar sua carteira de investimentos e, além deles, entender o que significa um investimento ser de renda fixa ou de renda variável e a importância de equilibrar seu portfólio com ativos das duas classes.

Investimentos de renda fixa

Investimentos de renda fixa são aqueles cuja rentabilidade é um fator conhecido desde o início da aplicação. Esses tipos de investimento costumam proporcionar maior segurança aos investidores, embora, ao contrário do que se pensa, não deixam de apresentar algum risco. Por conta disso, alguns tipos de aplicações de renda fixa são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), órgão que garante a restituição de até R$ 250 mil por aplicação para certos investimentos de renda fixa. Seu rendimento pode se pautar em um percentual pré-determinado, como 1,5% ao ano, por exemplo (rentabilidade prefixada); em uma determinada taxa ou índice, – como a taxa SELIC, o CDI ou a inflação – (rentabilidade pós-fixada); ou na somatória de ambos, tanto de um percentual quanto de uma taxa mutável (rentabilidade híbrida).

De certa forma, investir em renda fixa se assemelha a um empréstimo, no qual você concede o dinheiro e se beneficia com sua devolução, acompanhada de “juros” – o que se tratando de investimentos se equipara à rentabilidade. A diferença é que você está “emprestando” seu patrimônio para uma instituição financeira, empresa ou para o governo, o que tende a ser um investimento mais seguro do que o oposto.

Investimentos de renda variável

Já a renda variável abrange os investimentos cujo rendimento não pode ser calculado previamente. Este, sim, varia conforme as condições do mercado e, diferente da renda fixa, não sofre com limitações de juros, ao mesmo tempo em que não é acobertado por fundos como o FGC, sendo uma opção bem mais volátil. Por conta disso, essas aplicações são tidas como de maior risco, bem como de maior rentabilidade, proporcionados por sua imprevisibilidade, e podem ser bem mais lucrativas do que uma aplicação de renda fixa poderia oferecer no mesmo prazo.

O principal exemplo de investimento em renda variável são as ações de empresas, quem aplica em investimentos nessa modalidade torna-se sócio da empresa emissora, participando de seu capital social. É o que ocorre ao comprar ações de uma empresa na bolsa de valores, por exemplo, ou comprando cotas de um equity crowdfunding – investimento que visa auxiliar startups e pequenas e médias empresas (PMEs) em fase de expansão e se beneficiar com seu crescimento. No caso da bolsa, a expectativa também é a do crescimento do empreendimento, o qual implica na valorização das ações que podem ser vendidas posteriormente. Essa também se tornou uma possibilidade para o equity crowdfunding através do mercado subsequente, recentemente deliberado pela CVM. 

Equilibrando a carteira

É evidente como as duas classes apresentam características bem distintas entre si. Agora que você já viu os conceitos básicos para se pensar em investir, por que não conhecer os tipos de investimentos pensando na melhor composição para sua carteira? Muitos investidores que estão começando tendem a investir todo ou boa parte do investimento em um único ativo, e isso proporciona um risco descomunal para seu patrimônio! De risco, sofremos todos – tanto a renda fixa quanto a variável estão sujeitas. O caso é que, por se tratarem de tipos tão distintos de investimento, estão muitas vezes sujeitos a diferentes riscos. Ou seja, aplicar em diferentes tipos de ativos, e de classes diferentes, possibilita que uma aplicação desfavorável não comprometa todo seu patrimônio. Equilibrar os rendimentos da carteira pode somar segurança à uma alta rentabilidade e é uma forma de atender seus objetivos e ter sucesso nesta área!

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