Sustentabilidade na indústria cervejeira – dos grandes players às microcervejarias

dois choppes em canecas redondas, apoiadas em um pedaço de madeira ao lado de um barril de chopp, com um símbolo de sustentabilidade

Alinhada com uma das questões mais sensíveis do mundo contemporâneo, a indústria da cerveja é uma das mais sustentáveis do país. O tema, que nos últimos anos entrou no radar dos grandes grupos, como Ambev e Heineken, também está presente no dia a dia das microcervejarias, como é o caso da BIERINBOX.

A preocupação com a sustentabilidade e o futuro do planeta é um tema que está conquistando cada vez mais adeptos. A questão extrapolou os debates antes restritos a ambientalistas e passou a ser assunto cada vez mais frequente não só na agenda política mundial, como também no setor privado. Cada vez mais as empresas estão direcionando suas ações alinhadas com o que é chamado de ESG (Environmental, Social and Governance), que consiste nas práticas adotadas pela empresa para minimizar impactos sociais ou ambientais negativos. As companhias estão percebendo que alcançar um mundo mais sustentável pode ser sinônimo de grandes lucros para seus caixas.

No Brasil, o setor cervejeiro atua como protagonista no que tange a corresponder aos anseios da sociedade quando o assunto é produção sustentável. Segundo o Sindcerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), a indústria cervejeira no país é a que está mais avançada nesse setor se comparada ao restante da indústria nacional.

Uma pesquisa realizada pela KPMG sob encomenda da ABRABE (Associação Brasileira de Bebida Alcóolicas) revelou que 57% das empresas de bebidas apresentam iniciativas ou práticas relativas às políticas de meio ambiente e sustentabilidade, sendo que 83% adotam alguma iniciativa de reciclagem e 69% realizam ações para reduzir resíduos sólidos.

Nos últimos anos, as gigantes Ambev e Heineken que, juntas, respondem por mais de 80% da produção nacional anunciaram seus esforços para alinhar a produção à chamada economia verde. Um dos focos das companhias tem sido o de conduzir as operações a partir da geração de energia limpa. Em 2019 a Heineken inaugurou um parque eólico no Ceará com capacidade para abastecer 30% da energia consumida por suas fábricas no país. A Ambev começou seus esforços também em 2019, com a marca Budweiser, que hoje já é produzida com 100% de energia eólica; a meta das duas companhias é ter 100% das fábricas funcionando com energia limpa até o final de 2023.

Os esforços rumo à sustentabilidade não se restringem à questão energética, a redução de gases do efeito estufa também estão no radar, caminhões e empilhadeiras convencionais estão sendo trocados por modelos elétricos. A Ambev também possui a meta de zerar as emissões líquidas próprias até 2040 e atualmente possui parceria com universidades para criação de novos destinos para os resíduos sólidos. A ideia é desenvolver uma economia circular e transformar os resíduos em um novo produto, uma vez que, por serem ricos em fibras e proteínas, podem virar matéria-prima para produtos veganos ou até mesmo serem utilizados como biocombustível.

As ações desenvolvidas pelos grandes players acabam ganhando mais notoriedade dado o grande volume de suas produções e, consequentemente, o impacto que elas geram no meio ambiente. No entanto, a sustentabilidade também tem sido o foco de algumas microcervejarias, como é o caso da BIERINBOX, uma cervejaria artesanal de Paulínia, SP. 

BIERINBOX – respeitar o meio ambiente e devolver valor à sociedade!

A sustentabilidade está no DNA da cervejaria que, desde sua fundação em 2017, sempre esteve alinhada a uma produção ecologicamente correta. Paulo Tardin, CEO e founder da BIERINBOX, orgulha-se ao dizer que a cervejaria faz a destinação adequada de 100% dos resíduos gerados na produção, sejam eles sólidos, ou líquidos. Além de destacar que nenhum efluente gasoso é gerado, uma vez que não há queima de nenhum tipo de gás na cervejaria, ou seja, a BIERINBOX produz sem gerar CO2 para a atmosfera.

No que diz respeito ao tratamento dos resíduos, Paulinho, como é mais conhecido, explica que a empresa possui uma estação de tratamento de esgoto para onde são destinados todos os efluentes líquidos da produção. Lá os materiais sólidos remanescentes são decantados e o líquido é direcionado para uma segunda estação, onde é neutralizado e, só então, enviado para a galeria de esgoto da rua. A cada seis meses um limpa-fossa credenciado pela Cetesb (companhia ambiental do estado de São Paulo) recolhe os resíduos orgânicos que ficam retidos no sistema de tratamento de efluentes líquidos e faz a destinação correta dos mesmos. Os resíduos sólidos, popularmente chamado de “bagaço”, são recolhidos diariamente e doados para sitiantes da região que o utilizam para a alimentação de animais.

Além dos efluentes da produção, todos os demais resíduos gerados na fábrica e no pub também contam com uma destinação adequada. Embalagens, plástico, vidro, metal e tudo o que possa ser reciclado é doado a uma associação de catadores.

A questão energética é outro ponto no qual a cervejaria tem concentrado sua atenção. Ano passado foram instalados cerca de 220 painéis solares e dois inversores, que permitem à BIERINBOX produzir uma energia limpa capaz de suprir quase 90% das necessidades de consumo da fábrica – o que tem gerado para o caixa da empresa uma economia em torno de R$ 200 mil por ano.

 Paulinho encara a sustentabilidade na produção como um dever, segundo ele, “é preciso respeitar a comunidade, temos o dever de retribuir valor a ela, garantindo a integridade física e mental dos colaboradores, evitando a geração de poluentes e destinando todos os efluentes de maneira ambientalmente aceitável.” Ele complementa, ainda, que são essas atitudes que permitem pensar no longo prazo, tendo como foco um crescimento sustentável.

Projeto de expansão

A BIERNBOX, ao longo de seus cinco anos de operação, construiu uma operação sólida e hoje está preparada para iniciar uma nova etapa de sua história. Para isso, a cervejaria abriu participação societária através da plataforma de investimentos da Organismo.

Os pilares do projeto de expansão consistem em dobrar a capacidade produtiva, que hoje é de 25 mil litros mês, investir em marketing e em novos canais de distribuição para aumentar seu share no mercado. Atualmente, a BIERINBOX conta com dez rótulos de linha, que são distribuídos em cerca de 100 pontos comerciais espalhados por 30 cidades do país.

Para saber mais sobre essa oportunidade de investimento, acesse a plataforma da Organismo, lá é possível encontrar diversos materiais com as informações essenciais sobre a oferta.

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