Qual o cenário do venture capital em 2023 no Brasil?

dois homens de terno apertando as mãos

O que esperar do setor de Venture Capital em 2023? Descubra as novas métricas que os investidores estão buscando!

O cenário de venture capital em 2023 no Brasil tem sido marcado por desafios e incertezas, em grande parte devido às turbulências econômicas e instabilidades globais. O ano começou de forma cautelosa, refletindo a queda nos investimentos que já vinha ocorrendo desde 2022. Segundo dados divulgados pela Distrito, no primeiro trimestre deste ano os investimentos no setor de Venture Capital encolheram 86% em comparação ao mesmo período de 2022.

No entanto, o cenário está longe de ser negativo. Na verdade ele tem servido para mostrar a resiliência das startups e para postular novas métricas na avaliação por parte dos investidores.

Recentemente, o Boston Group Consulting divulgou uma pesquisa intitulada: “O que os fundadores de startups esperam dos fundos de venture capital”. O estudo, além de revelar o novo olhar que os fundos de Venture Capital têm lançado para o mercado mostrou também e o que as startups procuram quando vão em busca de investimentos.

Neste artigo, abordaremos esses dois olhares, destacando as tendências e desafios do cenário de venture capital em 2023.

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Do Boom ao Inverno Tech: o que aprendemos com o passado

O ano de 2021 foi marcado por um verdadeiro boom nos investimentos em startups no Brasil. Neste período vivemos um aumento expressivo no volume de aportes e transações. No entanto, o cenário mudou drasticamente em 2022, com uma queda acentuada nos investimentos e uma desaceleração no ritmo de crescimento das startups. Esse período ficou conhecido como “Inverno Tech”. Em contraste com o cenário otimista de 2021, o inverno tech trouxe uma dose de realismo e cautela para o mercado de venture capital.

Os números mostram que a queda nos investimentos foi expressiva, tanto globalmente quanto no Brasil. A América Latina registrou uma queda de 34% no volume de investimentos em 2022. No Brasil a queda foi ainda mais acentuada, com um total investido que caiu 50%. No entanto, essa queda pode ser vista como uma oportunidade para aprender com o passado e adotar uma abordagem mais criteriosa e assertiva na hora de investir em startups.

Apesar do inverno tech, ainda há apetite para investimentos em startups, como revelado por uma pesquisa recente da consultoria em inovação Ace Cortex. Aproximadamente 80% dos entrevistados têm a intenção de investir no primeiro semestre de 2023, porém, os investidores estão mais criteriosos. A nova realidade tem exigido uma postura mais estratégica e adaptável por parte dos investidores, buscando entender as necessidades e expectativas das startups, bem como as mudanças no mercado e na economia. Nesse sentido, cautela e assertividade estão ganhando destaque, com investidores buscando oportunidades mais sólidas e validadas.

O novo olhar dos investidores: métricas de sucesso além do crescimento

Os investidores de venture capital em 2023 têm mudado o seu olhar em relação aos investimentos em startups e empresas em expansão. Mais do que simplesmente buscar empresas em crescimento acelerado, os investidores estão agora procurando por oportunidades com grande potencial de retorno, mas que também sustentem modelos de negócios minimamente maduros e saudáveis.

Segunda a pesquisa realizada pelo Boston Group Consulting, os investidores agora valorizam métricas robustas de rentabilidade, como empresas que geram caixa e pagam seus custos. Dessa forma, as startups que conseguem mostrar lucro e uma estrutura sólida tendem a ser mais atraentes para investidores em busca de retornos consistentes e resilientes.

Essa mudança no olhar dos investidores evidencia a necessidade de startups se preocuparem não apenas com o crescimento a qualquer custo, mas com a construção de negócios sustentáveis a longo prazo. 

O que os gestores de startups buscam em investimentos de venture capital?

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Boston Group Consulting, a maioria dos gestores de startups busca investimentos que permitam uma segunda rodada de investimento com facilidade, caso seja necessário. Além disso, eles valorizam a possibilidade de receber mentoria e treinamento por parte dos fundos de venture capital, embora nem todos os fundos forneçam esses recursos de forma efetiva.

Quando perguntados sobre suas principais preocupações, 87% dos gestores apontaram o crescimento da receita como a principal dor, seguido da estrutura organizacional e governança. Eles relatam dificuldade em definir um organograma enxuto, mas que cumpra a ambição de alta velocidade de crescimento.

Apesar disso, a maioria dos gestores entrevistados, 59%, sentem que os fundos não os auxiliam nas competências operacionais, sendo mais efetivos no acesso a capital e investidores.

Contudo, para a grande maioria das empresas em expansão, o capital intelectual é tão importante quanto o capital financeiro necessário para viabilizar a operação. Nesse sentido, apoio operacional, mentoria e treinamentos podem ser cruciais para impulsionar e destacar negócios realmente promissores. É isso que fará a diferença entre empresas que queimam caixa com rapidez, apostando em tentativas e erros e em empresas que conseguem otimizar o dinheiro recebido.

Como a Organismo apoia as empresas de sua base

A Organismo tem como principal objetivo criar um ambiente de investimento saudável e oferecer o suporte necessário para que as empresas em sua plataforma possam alcançar um crescimento sustentável. Nosso trabalho começa ainda na seleção, buscando por negócios que sejam inovadores, mas que já estejam testados e que apresentem tração e faturamento. 

No entanto, a Organismo também se preocupa muito com a estruturação do projeto. Todas as empresas de nossa base passam por um processo de preparação, que inclui um robusto diagnóstico empresarial realizado por profissionais especializados que auxíliam na estruturação do plano de expansão, realizando o valuation, plano de negócios, infomemo, plano estratégico e calculando a quantidade de capital necessário para alavancar a operação.

Acreditamos que ter uma visão completa da empresa e um plano de expansão bem estruturado é fundamental para que os gestores possam guiar a expansão de suas empresas. No entanto, nossa preocupação vai além disso. Desde o início de nossas operações, identificamos que uma das grandes dores das empresas em expansão reside na gestão. Por esse motivo, a Organismo faz um processo de acompanhamento contínuo com as empresas, muitas vezes participando de reuniões de conselho ou estratégicas das investidas, para compreender quais são os desafios que estão enfrentando na execução do plano proposto. Quando necessário, sugerimos ajustes de curso e até mesmo indicamos profissionais para auxiliar nos processos.

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