Pensando em investir no mercado de bebidas? Veja o que a IWRS diz a respeito do mercado global de bebidas alcoólicas

Consultoria internacional analisou o cenário pós pandemia e apontou sinais encorajadores para os próximos anos.

IWRS – drinks market Analysis, uma das fontes mais confiáveis quando se trata de tendências para bebidas alcoólicas no mundo, apontou que o setor atingiu U$1,17 trilhão em 2021, contemplando um crescimento de 3%, em volume, e vem se recuperando frente aos 6% de perda que marcaram o ano de 2020 devido às restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus. Segundo a consultoria, o crescimento do mercado se deu de forma mais rápida do que o esperado e, apesar de não ter atingido os mesmos índices de 2020, superou os índices de 2019. As expectativas é de que, em dois anos, irá atingir o estágio que antecedeu a pandemia.

O relatório aponta um fator interessante, apesar de o mercado ter crescido apenas 3% em volume, alavancou expressivos 15% em valor e a principal causa apontada é o impacto de uma tendência por eles denominada como “premiumização” do setor. O ano de 2020 foi marcado por um crescimento da procura por produtos da linha premium; o consumidor trancafiado em casa passou a buscar cada vez mais por experiências, focando na qualidade dos produtos consumidos e não na quantidade. Em 2021 essa procura continuou a crescer, levando a consultoria a considerá-la como uma tendência para os próximos anos, nos dizeres de Mark Meek, CEO da IWRS Drinks Market Analysis, “a premiumização continua inabalável”.

A “premiumização” do setor de bebidas

A consultoria analisou o comportamento do consumidor em 160 países, dentre eles o Brasil, e apontou que essa tendência pela procura de produtos premium, na verdade, tem se configurado como um “novo movimento” no qual os consumidores estão cada vez mais criteriosos com o que vai dentro da garrafa. O foco tem deixado de ser o volume a ser consumido, e se voltado mais para a qualidade. A ideia é “beber menos, mas melhor”.

Encabeçado principalmente pelos mais jovens, a pesquisa mostrou que os consumidores na faixa dos 25 aos 40 anos são os que mais buscam por marcas interessantes/premium. O relatório mostrou que esses consumidores estão conscientes de que os custos mais altos desses produtos resultam em maior valor agregado. Esse novo comportamento de consumo tem se guiado pelo movimento “melhor para mim”, cuja atenção tem se voltado para a qualidade dos ingredientes e seus benefícios funcionais; e pelo “melhor para o mundo”, olhando para questões como sustentabilidade e o posicionamento das marcas em relação a igualdade social e equidade de gênero, por exemplo.

A pesquisa apontou também que cada vez mais os consumidores estão dispostos a experimentar bebidas novas, e as mais citadas foram cerveja artesanal e vinho e uísque japonês. O Brasil foi o segundo país em que o maior número de entrevistados disse estar disposto a se aventurar por novos sabores, perdendo apenas para a China.

O grande protagonista dessa nova tendência continua sendo o vinho, mas as perspectivas traçadas pela IWRS é que a procura por cerveja artesanal, cidra e destilados premium crescerão exponencialmente nos próximos 5 anos, ganhando em participação do vinho. A consultoria prevê um crescimento de 5% em volume e 15% em valor para a categoria no período 2021-26. Nos países em desenvolvimento como os da África, América do Sul e Sudeste Asiático, a grande protagonista desse crescimento será a cerveja artesanal, ao passo que na Europa e América do Norte a premiumização será marcada pelo aumento da procura por destilados.

Bebidas de zero/baixo teor alcoólico

Outro dado relevante, apontado como tendência para os próximos cinco anos é o crescimento da procura por bebidas zero/baixo teor alcoólico. A categoria cresceu 10% em escala global em 2021, e atingiu U$ 10 bilhões em valor. Somente no Reino Unido, a procura por produtos desse gênero aumentou 80%. Essa procura deve seguir em expansão mundo afora, e é enxergada como a categoria que irá agregar o maior volume global ao setor no período 2021-26.

A pesquisa mostrou que 43% dos entrevistados disseram consumir produtos zero álcool em determinadas ocasiões e 17% dos entrevistados declaram se abster completamente do álcool. As gerações mais jovens são as mais propícias a aderirem essa tendência, 46% dos entrevistados com idades entre 25 e 40 anos disseram estar dispostos a aderir a produtos zero/baixo teor alcoólico enquanto somente 36% dos entrevistados com mais de 40 anos responderam positivamente à questão.

Olhando para o futuro, a IWRS acredita que a cerveja sem álcool é a bebida que irá adicionar o maior volume ao número global, projetada para crescer 11% até 2026, entre os destilados sem álcool o crescimento deve ser de 14%. No que diz respeito ao vinho, a procura maior será por produtos de baixo teor alcoólico, cuja procura deve crescer 20%, ao passo que o vinho zero álcool deve ter uma procura de apenas 9%. 

Comércio eletrônico

Outra tendência projetada para os próximos cinco anos é a consolidação do comércio eletrônico como um canal sofisticado e diferenciado que contribuirá para um cenário diferente no mercado de bebidas.

Em 2020, como consequência direta da pandemia, esse canal de vendas cresceu 16% e representou 43% do volume total de vendas. A projeção é que entre 2021-26 alcançará um crescimento de 66%, sendo liderado sobretudo pelos EUA, passando a representar cerca de 6% de todo o volume de bebidas alcoólicas no mundo. E novamente, essa tendência será liderada pelos consumidores mais jovens.

Oportunidade de investimento

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