Investimentos rentáveis e de alto risco: entenda a diferença entre Venture Capital, Private Equity, Seed Capital e Equity Crowdfunding

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Entenda qual das modalidades de investimentos rentáveis combina com sua carteira de investimentos

Ao pensarmos em investir é preciso primeiro entender que tipo de investimento você quer fazer e quanto de capital você pretende aplicar. Para além dos investimentos comuns e estáveis – em renda fixa, por exemplo – existem investimentos rentáveis de alto risco, mas com altas chances de retorno do investimento. Algumas dessas modalidades dependem de um fundo de investimento e cada uma delas trabalha com empresas em diferentes estágios – sejam startups, empresas de médio porte ou até mesmo projetos que ainda não saíram do papel.

Aqui figuram quatro opções de investimentos rentáveis que você pode explorar: Venture Capital, Private Equity, Seed Capital e Equity Crowdfunding.

Venture Capital

O Venture Capital, também conhecido como capital de risco, é uma modalidade de investimento em que o capital é investido em uma empresa – geralmente de pequeno ou médio porte ou até mesmo em startups – que, em troca, cede uma participação (porcentagem) de suas ações. Geralmente o investimento provém de um fundo de investimento – sendo os mais comuns o FIP (Fundos de Investimento em Participações) e o FMIEE (Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes), ambos regulamentados pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM).

Para entender melhor o Venture Capital, é importante entender primeiro como funcionam os fundos de investimentos. Um fundo de investimento nada mais é do que um grupo de investidores – também chamados de cotistas – que se reúnem para obter lucros a partir de aplicações, formando assim um fundo, uma fonte para os futuros investimentos. Os fundos de investimentos são geridos geralmente por um gestor, responsável pela tomada de decisões acerca dos ativos do fundo, e pelos cotistas. É uma opção interessante e pode ser vista como vantajosa, principalmente para investidores que almejam obter diversidade em seus investimentos; contudo, nessa modalidade não são os cotistas que controlam onde o dinheiro será aplicado e geralmente exige-se grandes aportes de dinheiro para conseguir entrar em um fundo, o que pode limitar as ações e opções de quem investe.

Como já citado, essa modalidade é considerada como um investimento de alto risco e justamente por isso tende a possuir alto potencial de retorno, podendo ser uma opção interessante para empresas que pretendem financiar seus projetos, mas também para investidores que buscam rentabilidade. Geralmente as empresas a serem investidas nessa modalidade possuem alto potencial de crescimento, mas ainda são muito novas e/ou têm faturamento relativamente baixo.

Podemos ainda dividir o Venture Capital em duas modalidades: General Partner (parceiro geral) e Limited Partner (parceiro limitado). A General Partner permite que os participantes escolham o projeto que pretendem investir. Já na Limited Partner os participantes são divididos entre quem investe recursos e quem gerencia o projeto; assim, quando há lucro, o principal beneficiado é o investidor de capital, que recebe o retorno de capital investido.

Private Equity

Outra modalidade de investimentos possível para um empreendimento que necessita de capital para manter suas operações é a Private Equity. Assim como o Venture Capital, o Private Equity também tem o objetivo de obter recursos para financiar projetos de empresas, mas a diferença se encontra no estágio de maturidade de cada projeto. Enquanto o Venture Capital investe mais em empresas que estão iniciando suas atividades, como startups e empresas criadas recentemente, principalmente no setor de inovação e tecnologia, o Private Equity é focado em negócios maduros, que estão atrás de expansão ou reestruturação, e seus setores podem ser variados.

Além disso, o Private Equity, assim como o Venture Capital, também se dá a partir de fundos de investimentos, ainda que seja feito específico para seu tipo de investimento. Dentro dessa modalidade, os cotistas dos fundos de Private Equity assumem comumente uma postura ativa na gestão, ou seja, utilizam de seu conhecimento em administração, renegociam dívidas, comandam processos administrativos-financeiros e lidam com outras instituições financeiras. Claro que não é uma obrigatoriedade para os cotistas, mas essa postura ativa é um método para impulsionar o próprio investimento. Apesar de terem focos diferentes, de acordo com o estágio da companhia, tanto o Private Equity quanto o Venture Capital trazem uma estratégia parecida em relação à participação ativa de seus investidores, em que eles depositam esforços e conhecimentos para desenvolver a empresa na qual estão investindo.

Nesse modelo, o investidor injeta capital em negócios com grande potencial de crescimento a médio e longo prazo, geralmente com duração aproximada de 10 anos – o que é devido ao fato do investimento focar na expansão e desenvolvimento da empresa. O comum dentro do Private Equity é a previsão de venda de participação no futuro, quando a empresa valorizar, porém, é possível também que os investidores ajudem na gestão de negócios da empresa.

Usualmente os aportes de capital neste modelo são altos, o que contrasta com outras formas de investimento, como o Equity Crowdfunding, por exemplo, que iremos falar mais abaixo. Antigamente, o investimento em Private Equity era ainda mais restrito, justamente por conta do alto volume de capital necessário para realizar o investimento, sendo considerado assim algo exclusivo a grandes empresários. Geralmente os investidores qualificados devem ter R$ 1 milhão investidos, no mínimo; os profissionais, no entanto, devem ter cerca de R$ 10 milhões investidos. Ocasionalmente, investidores desta modalidade são convidados pelas próprias empresas para o projeto e, às vezes, não há nem a possibilidade de acessar a oferta sem receber convite.

Atualmente, no entanto, esse cenário mudou. De acordo com um representante da Bolsa de Valores do Brasil (a B3), em entrevista concedida ao Estadão, cerca de 42% das ofertas públicas iniciais (IPOs) de 2021 foram de empresas com investimentos por venture capital ou private equity, o que mostra como esses fundos são importantes para o mercado de capitais – já que são importantes para apoiar o crescimento e estabelecimento de tais companhias.

Seed Capital

Outra modalidade possível para investimentos rentáveis, é o Seed Capital, também conhecido como Seed Money ou “capital semente”, que pode ser considerada uma segmentação de Private Equity. O estágio de maturidade da empresa também é importante aqui, porém o Seed Capital é considerado ainda mais arriscado que as outras duas modalidades anteriormente citadas. Como o nome mesmo diz, a ideia do Seed Capital é investir em uma empresa que ainda não saiu do papel, portanto, em fase de estruturação.

O Seed Money é uma união funcional tanto para os empreendedores – que encontram opções para conseguir colocar em prática suas ideias, ainda mais caso não possuam os recursos necessários para tornar o projeto real – quanto é uma opção excelente de investimento, pois os investidores podem entrar em negócios com chances altíssimas de lucro. Assim, os investidores escolhem bem seus projetos, pensando em ideias inovadoras e que não se encontram usualmente no mercado.

Por se tratar de um investimento embrionário, os frutos podem ser valiosos, como o despertar de uma “startup unicórnio”, e como exemplo temos a Uber, nascida em 2010, e o Nubank, que surgiu em 2013 – ambas as empresas receberam investimento Seed Capital e atualmente se consolidaram e geraram lucros para seus investidores. Contudo, as coisas são menos garantidas neste caso e o empreendimento pode resultar em prejuízo.

Como uma das finalidade desse tipo de investimento, temos o financiamento dos custos de implementação de ideias – partindo da premissa que o negócio ainda não possui receita – o que inclui tanto despesas operacionais quanto salários de colaboradores. Assim, o que o Seed Money pretende é estruturar e manter a empresa enquanto o projeto está na esteira de produção. Porém, caso a empresa já possua uma organização e receita para suas operações, o objetivo do Seed Capital configura na investida em áreas da companhia que precisam ser evoluídas. 

Já pensando em vantagens e desvantagens: como vantagens para os empreendedores temos o fato de que não é necessário financiar o projeto com o próprio dinheiro ou pegar empréstimos para consolidar o lançamento do projeto. Isso é positivo partindo do pressuposto que os custos podem ser bem altos, dependendo do projeto a ser desenvolvido, e também assegura uma maior confiança e segurança, já que é certo de que o empreendedor poderá contar com um investidor parceiro apoiando na parte financeira quando necessário.

Por outro lado, como desvantagens temos a questão da gestão do empreendimento. Se o empreendedor não souber como lidar com o negócio, por exemplo, – os desafios e dificuldades – os investidores podem retirar sua participação da sociedade. Sem apoio financeiro, a empresa pode enfrentar problemas de performance e, caso não seja possível manter a empresa sem o auxílio de capital, pode ocorrer a falência.

Após a investida, ainda é possível contar com o apoio dos investidores na gestão dos negócios. Assim como no Venture Capital e no Private Equity, o Seed Money também pode partir de um fundo de investimentos. O fundo de investimentos cumpre a função de diminuir os riscos das investidas, pois há diversos fundos que aplicam em várias empresas, independente do estágio do projeto. Dividir o capital em diversos projetos garante maior segurança, já que são todos investimentos de alto risco e não há garantias que o projeto vingará.

Equity Crowdfunding

Diferentemente das outras modalidades citadas acima, o Equity Crowdfunding é a única que não utiliza de um fundo de investimento. Neste modelo de investimento, uma empresa abre uma porcentagem para investimentos de cotistas individuais, que almejam impulsionar um projeto. A participação da empresa que é colocada à venda é dividida em pequenas fatias (cotas) e o investidor pode adquirir quantas cotas desejar. O Equity Crowdfunding é, de certa forma, mais democrático em relação a seus investidores – se comparado ao Private Equity, por exemplo –, pois qualquer pessoa pode adquirir uma fatia de uma empresa, tudo depende de quanto o investidor pode e quer investir. A finalidade dessa modalidade é financiar a possível expansão do negócio, se diferenciando do Venture Capital. O desenvolvimento da empresa e do setor são fatores impulsionantes para depositar capital em um projeto. Também, essa modalidade traz uma possibilidade de maior rentabilidade por se tratar de negócios relativamente novos e com grande potencial de crescimento – o que também o classifica como um investimento de alto risco. Além disso, o investimento não é apenas a injeção do capital: os investidores adquirem uma parcela da empresa, proporcional ao valor investido.

O Equity Crowdfunding também é interessante ao se pensar em diversificar a carteira de investimentos. Por apresentar cotas de valor significativamente baixo, é possível investir em diferentes negócios ao mesmo tempo e não “colocar todos os ovos na mesma cesta”. As cotas adquiridas, futuramente, multiplicam o valor investido, de acordo com o lucro da empresa. Porém isso não é tudo: recentemente a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que regula o Equity Crowdfunding, permitiu a abertura do mercado subsequente. Caso o cotista entenda que o valor investido já lucrou o previsto ou, por outro lado, ache que a empresa não gerará lucros, é possível que ele venda suas cotas no mercado subsequente, em que investidores interessados podem comprá-las sem alterar a parcela cedida inicialmente pela empresa .

Portanto, ao se pensar em aplicar em um negócio, é importante refletir sobre o projeto a ser investido e a maneira mais cômoda para fazê-lo. Essas modalidades citadas são todas de risco, o que significa que é importante estudar bem o investimento e a própria empresa. A Organismo Investimentos é uma plataforma de Equity Crowdfunding sempre preocupada em buscar os melhores projetos para conectar empresas com grande potencial a investidores de todos os tipos. A Organismo está atenta aos setores que mais têm crescido no mercado – como mercados de alimentação, tecnologia de ponta – e destaca startups e empresas consolidadas escaláveis, prontas para seu investimento.

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